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Christina Aguilera – Lotus

6 nov

Meu nome é Beto e esse é um review de Lotus, novo cd da Christina Aguilera. Atentem-se.

Desde seu último lançamento, o tão falado Bionic, de 2010, Christina passou por um divórcio, errou a letra do hino nacional no Super Bowl, escorregou no palco durante sua performance no Grammy, foi presa por intoxicação publica e criticada por toda mídia pelo notório ganho de peso. Fim de carreira? Fundo do poço? Não pra Christina.

Uma das poucas artistas pop “mainstream”, que coloca suas experiências, positivas e negativas, em cada novo trabalho, Christina anunciou seu renascimento com o novo álbum, chamado Lotus, em referência a flor que em meio as mais adversas condições, sobrevive e florece cada vez mais forte. Com 17 faixas na versão Deluxe, Christina acha tempo pra retornar as suas raízes (o pop outrora deixado mais de lado em Back To Basics e Bionic), deixar a mostra sua vulnerabilidade em meio as intempéries que enfrentou e deixar claro que nada a abala.

Abrindo o cd com a faixa Lotus Intro, Christina fala sobre submergir das máguas, cacos e dor, declarando: “Aos céus eu subo, abro minhas asas e voo. Deixo o passado pra trás, dizendo adeus a criança amedrontada aqui dentro. Eu canto por liberdade e por amor (…) A inquebrantável flor de lotus em mim, eu agora liberto.” Ainda no ritmo de libertação e renascimento, Christina apresenta um exército na próxima faixa Army Of Me: “Você me quebrou em mil pedaços mas eu dei um nome a cada um: uma de mim é mais inteligente, uma de mim é mais forte, uma de mim é mais lutadora, e existem milhares faces de mim. (…) E por cada vez que você me derrubou, enfrentará um exército de mim.”

Depois de deixar claro do que se trata o disco, Christina mostra que não há espaço só pra lamento e raiva e se diverte com as faixas Red Hot Kinda Love, Make The World Move (que conta com participação do amigo do The Voice, Cee Lo Green), Your Body (carro chefe do álbum) e Let There Be Love, hino dançante produzido por Max Martin que tem tudo pra ser a próxima Where Have You Been/We Found Love (por falta de referência melhor).

Cansada das críticas ao peso, ao comportamento e ao modo de cantar, Christina, que desde pequena considerou música sua válvula de escape, se entrega na melódica Sing For Me gritando “não importa o que falam sobre meu modo de cantar porque quando eu abro minha boca, meu coração inteiro vem pra fora. Eu canto porque estou ganhando, vou cantar a noite inteira.” Com a mesma vulnerabilidade, emenda a balada Blank Page, onde confessa que é “uma página em branco, esperando que você me traga vida” mas deixa claro em Best of Me, que apesar de “machucada e pisada, me levantarei invicta, porque vocês nunca terão o melhor de mim”.

A segunda metade do disco é apresentada com a épica Cease Fire, onde Christina em clima de batalha implora que sua contra parte cesse fogo. Igualmente épica, Christina deixa toda a pose de lado pra cantar a divertida e irônica Circles, revelando que as pessoas que perdem tempo pra falar mal dela, apenas andam em círculos em volta do dedo do meio dela: “Vejo você falando merda do meu nome, tira ele da tua boca, pode cuspir, bitch (…) Porque quer sempre se envolver na minha vida? Eu sou linda louca absoluta e você é amargurado; brilho noite e dia, não importa como esteja. rs (…) Filho da puta!” Na mesma linha, Christina se deixa claro em Shut Up que não tem paciência pra mídia sensacionalista: “Você acha que é alguém especial né? Eu não me importo com metade das merdas que você diz (…) Pode me chamar de vadia o quanto quiser!” De quebra, Christina ainda traz no album a faixa Just A Fool, dueto com cantor country, amigo e colega de trabalho Blake Shelton, uma triste e dramática produção que ao mesmo tempo que parece perdida, encerra muito bem a versão standard do cd.

Com um disco que fala sobre renascimento, superação e liberdade, Christina volta a tona melhor do que nunca, fazendo o que faz de melhor: dando a volta por cima. Agora basta torcer que pra aceitar algum dos inúmeros prêmios que ela receberá, ela apenas suba no palco e diga: Veni, vidi, vici.

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