Summer Soul: Um Balanço

27 jan

Este post era para ter ganho mundo na quarta-feira, mas, por motivos de recuperação, ele só sai agora. A razão é o tema do post: Summer Soul Festival SP.

Assim que confirmaram a presença de Florence + the Machine, nem olhei pro resto do line up e comprei. Vamos agora um balanço geral (sem Wagner Montes) do que rolou.

Organização

Não fui na primeira edição que aconteceu em 2011, mas muita gente reclamou que a cerveja acabou no meio do evento e que rolou quebra-quebra por conta disso.

Dessa vez não acabou nem comida nem bebida, mas não tinha gente o suficiente para servir. Já basta a gente se apertar na pista, mas ter que ficar berrando e implorando pra ser atendido é bem complicado.

Entradas. Meus queridos da Livepass, se vocês não pedem as informações da meia entrada DURANTE a compra pela internet, fica bastante complicado elas estarem impressas nos ingressos que vocês enviam na residência, né?

Line up

Festival. Essa simples palavra implica que vai ter muitas apresentações, e das mais diversas. Vai ser difícil TODAS ter agradarem? Vai, mas existem muitas formas de se resolver isso. Mas vamos deixar isso mais pra frente.

Antes de mais nada, o line up é divulgado bem antes da data do show (salvo algumas raras exceções). Não custa nada, não mata nem causa dor nas costas nem cai o dedo se você der um Google nos nomes que você não conhece.

Dionne Bromfield

Menina de 15 anos, descoberta por Amy Winehouse e com apenas um CD. Era tudo o que eu sabia até jogar seu nome no Youtube e me espantar. Mas o espanto só não foi maior do que vê-la ao vivo.

Que voz! Além de fofa e simpática, Dionne canta muito e conseguiu fazer algumas pessoas dançarem, já que ninguém sabia suas músicas. Show muito bom e me empolgou a procurar o CD que, segundo ela, sai em Fevereiro no Brasil.

 

Rox

O que eu tinha achado no Youtube não tinha me empolgado muito, mas ela tem música em novela (não faço ideia de qual, já que não assisto) e fez cover da Rihanna, conseguindo fazer alguns cantarem juntos.

Ela também se esforçou bastante pra cativar a plateia, que estava em grande parte chegando ao evento naquele momento.

 

Florence + the Machine

Meu. Deus. Cada centavo bem pago e deu vontade de sair e pagar de novo. Com certeza, se ela vier fazer um show apenas dela, vale a pena ser visto de novo.

Apesar de ser fã, até hoje não consegui definir o que é o estilo e o tipo de música dela. Acho que no final esse é o grande barato.

O telão imitando os vitrais de uma igreja, a ruiva de voz potente em um vestido esvoaçante e uma harpa dão uma ligeira ideia do que aguardava a plateia.

Misturando música dos dois álbuns, Florence Welch simplesmente lavou a alma dos fãs que cantavam junto todas as letras.

Uma coisa curiosa é que apesar da mega voz para cantar, cada vez que falava era quase tímida e em meio tom. Ela parecia impressionada e feliz com a recepção mais que calorosa da plateia.

Em “Never Let Me Go” sua felicidade foi ao máximo quando o público fez os backing vocals para ela. Modo fã ligado. Vontade de colocar ela em um potinho e levar pra casa. Modo fã desligado.

Um show que com certeza quero ver de novo.

 

Seu Jorge

Um pouco irritada, desisti de ficar onde eu estava (perto da grade) e fui comer. Não curto muito Seu Jorge, então dei espaço para quem queria se aventurar por lá e fui ser esmagada na fila da alimentação.

Não conheço nada das músicas dele, mas quem estava mais para o fundo dançava animadamente.

Bruno Mars

O que conheço dele é porque Glee fez alguma versão. Verdade. E como gosto destas versões fiquei lá para vê-lo (cabe explicar que muita gente abandonou o Anhembi depois do Florence).

Galanteador, flertou com as meninas da plateia e apresentou suas músicas. A banda dele é muito boa e, com direito a cover de Michael Jackson, teria sido um ótimo show.

Teria porque a plateia pré-adolescente atrapalhou, e muito. Tudo bem ser fã do cara e se rasgar por ele. Já derramei minha cota de lágrimas por Backstreet Boys e Five quando tinha meus 15 anos.

Agora, não era um show exclusivo do Bruno e, como eu disse lá no começo, você pode não conhecer ou não gostar de alguma banda, mas acima de tudo você tem que respeitar quem está no palco e quem gosta do que está no palco.

Ele foi o último a se apresentar, mas desde a primeira atração tinha menina agarrada na grade como Leonardo DiCaprio na madeira do naufrágio em Titanic. Não gosta, não curte? Vai lá pra trás! Deixa o resto aproveitar o show.

Joguinho de videogame no celular no meio da música, gritar pedindo o fim do show, reclamar de quem está cantando do lado, deixar sua mãe/pai causa com o resto da galera e espernear por Ashton Kutcher que, por sinal, queria ver o show e não posar para foto.

Pode parecer ranhetice, mas no meio do show do Bruno Mars, lá no fundo, tinha criança brincando de pega e mãe desesperada porque eles não prestavam atenção no show. Departamento de vai dar merda manda um oi.

Por fim, elas cantam “Ai Se Eu Te Pego” e ele não entende nada. Daí alguém deve ter explicado e a gente consegue esse belezinha:

 

Mesmo com as reclamações, Florence fez valer todo o sacrifício =)

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